PARA REFLECTIR

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

VISITA AO CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR DO PORTO


Realizámos no dia 22 de Novembro uma visita de estudo ao Centro de Formação Profissional de Segurança Alimentar do Porto, visita essa que nos trouxe algum saber adicional nesta área, para além, obviamente, dos bolos e das batas que nos foram oferecidas e nos ficavam a matar :)

A visita decorreu dentro da maior normalidade, durante o período da manhã, e, ao longo de cerca de uma hora e pouco, fomos sendo guiados pelo amável senho Armando, que nos esclareceu todas as dúvidas e nos explicou o funcionamento daquele centro de formação.

Pudemos, assim, tomar contacto com inúmeros equipamentos de pastelaria e confeitaria, assistir à colocação em formas de massa para a confecção de queijadas de laranja, aprender como se produzem bombons com diversos tipos de recheio e, melhor ainda, provar várias iguarias já confeccionadas. Foi, de facto, uma experiência positiva.

O centro possui um site no qual poderão avaliar a qualidade das suas confecções, pois já alcançaram diversos prémios internacionais, o que aliás podemos igualmente confirmar.

Terminada a visita, dirigimo-nos ordeiramente para uma superfície comercial próxima, na qual almoçámos e «fizemos tempo» até ao momento do regresso a Resende.

O único aspecto negativo desta visita de estudo esteve relacionado com o incidente ocorrido na véspera com a nossa Eduarda que a impossibilitou de participar. Ficam, contudo, os nossos votos de rápidas melhoras.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Por estes dias, andámos empenhados em fazer umas actividades relacionadas com o halloween que, modéstia à parte, até nos saíram muito bem.

Podem ver um pouquito do que foi feito por nós nas imagens que vão correndo aqui por cima e às quais vamos adicionando outras sempre que façamos novos trabalhos.

Esperamos que gostem.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Fotografia das escolas?!

Este é um texto - transcrito na íntegra - publicado no site EDUCARE.PT por um professor em exercício de funções há 36 anos e que nos devia obrigar a reflectir seriamente acerca do futuro da educação.

Os nossos alunos entram na sala, sentam-se na cadeira, abrem as pernas, deixam-se escorregar pela cadeira abaixo e não trazem nem esferográfica nem uma folha de papel onde possam escrever seja o que for.

Senhor Presidente da República Portuguesa,
Excelência:
Disse V. Ex.ª, no discurso do passado dia 5 de Outubro, que os professores precisavam de ser dignificados e eu ouso acrescentar: "Talvez V. Ex.ª não saiba bem quanto!"
1. Sou professor há mais de trinta e seis anos e no ano passado tive o primeiro contacto com a maior mentira e o maior engano (não lhe chamo fraude porque talvez lhe falte a "má-fé") do ensino em Portugal que dá pelo nome de Cursos de Educação e Formação (CEF).
A mentira começa logo no facto de dois anos nestes cursos darem equivalência ao 9.º ano, isto é, aldrabando a Matemática, dois é igual a três!
Um aluno pode faltar dez, vinte, trinta vezes a uma ou a várias disciplinas (mesmo estando na escola), mas com aulas de remediação, de recuperação ou de compensação (chamem-lhe o que quiserem, mas serão sempre sucedâneos de aulas e nunca aulas verdadeiras como as outras) fica sem faltas. Pode ter cinco, dez ou quinze faltas disciplinares, pode inclusive ter sido suspenso que no fim do ano fica sem faltas, fica puro e imaculado como se nascesse nesse momento.
Qual é a mensagem que o aluno retira deste procedimento? Que pode fazer tudo o que lhe apetecer que no final da ano desce sobre ele uma luz divina que o purifica ao contrário do que acontece na vida. Como se vê claramente não pode haver melhor incentivo à irresponsabilidade do que este.
2. Actualmente sinto vergonha de ser professor porque muitos alunos podem este ano encontrar-me na rua e dizerem: "Lá vai o palerma que se fartou de me dizer para me portar bem, que me dizia que podia reprovar por faltas e, afinal, não me aconteceu nada disso. Grande estúpido!"
3. É muito fácil falar de alunos problemáticos a partir dos gabinetes, mas a distância que vai deles até às salas de aula é abissal. E é-o porque quando os responsáveis aparecem numa escola levam atrás de si (ou à sua frente, tanto faz) um magote de televisões e de jornalistas que se atropelam uns aos outros. Deviam era aparecer nas escolas sem avisar, sem jornalistas, trazer o seu carro particular e não terem lugar para estacionar como acontece na minha escola.
Quando aparecem fazem-no com crianças escolhidas e pagas por uma empresa de casting para ficarem bonitos (as crianças e os governantes) na televisão.
Os nossos alunos não são recrutados dessa maneira, não são louros, não têm caracóis no cabelo nem vestem roupa de marca.
Os nossos alunos entram na sala de aula aos berros e aos encontrões, trazem vestidas camisolas interiores cavadas, cheiram a suor e a outras coisas e têm os dentes em mísero estado.
Os nossos alunos estão em estado bruto, estão tal e qual a Natureza os fez, cresceram como silvas que nunca viram uma tesoura de poda. Apesar de terem 15/16 anos parece que nunca conviveram com gente civilizada.
Não fazem distinção entre o recreio e o interior da sala de aula onde entram de boné na cabeça, headphones nos ouvidos continuando as conversas que traziam do recreio.
Os nossos alunos entram na sala, sentam-se na cadeira, abrem as pernas, deixam-se escorregar pela cadeira abaixo e não trazem nem esferográfica nem uma folha de papel onde possam escrever seja o que for.
Quando lhes digo para se sentarem direitos, para se desencostarem da parede, para não se virarem para trás, olham-me de soslaio como que a dizer "Olha-me este!" e passados alguns segundos estão com as mesmas atitudes.
4. Eu não quero alunos perfeitos. Eu quero apenas alunos normais!!!
Alunos que ao serem repreendidos não contradigam o que eu disse e que ao serem novamente chamados à razão não voltem a responder querendo ter a última palavra desafiando a minha autoridade, não me respeitando nem como pessoa mais velha nem como professor. Se nunca tive de aturar faltas de educação aos meus filhos porque é que hei-de aturar faltas de educação aos filhos dos outros? O Estado paga-me para ensinar os alunos, para os educar e ajudar a crescer; não me paga para os aturar! Quem vai conseguir dar aulas a alunos destes até aos 65 anos de idade?
Actualmente só vai para professor quem não está no seu juízo perfeito mas, se o estiver, em cinco anos (ou cinco meses bastarão?...) os alunos se encarregarão de lhe arruinar completamente a sanidade mental.
Eu quero alunos que não falem todos ao mesmo tempo sobre coisas que não têm nada a ver com as aulas e quando peço a um que se cale ele não me responda: "Porque é que me mandou calar a mim? Não vê os outros também a falar?"
Eu quero alunos que não façam comentários despropositados de modo que os outros se riam e respondam ao que eles disseram ateando o rastilho da balbúrdia em que ninguém se entende.
Eu quero alunos que não me obriguem a repetir em todas as aulas: "Entrem, sentem-se e calem-se!"
Eu quero alunos que não usem artes de ventríloquo para assobiar, cantar, grunhir, mugir, roncar e emitir outros sons. É claro que se eu não quisesse dar mais aula bastaria perguntar quem tinha sido e não sairia mais dali pois ninguém assumiria a responsabilidade.
Eu quero alunos que não desconheçam a existência de expressões como "obrigado", "por favor" e "desculpe" e que as usem sempre que o seu emprego se justifique.
Eu quero alunos que ao serem chamados a participar na aula não me olhem com enfado dizendo interiormente "Mas o que é que este quer agora?" e demorem uma eternidade a disponibilizar-se para a tarefa como se me estivessem a fazer um grande favor. Que fique bem claro que os alunos não me fazem favor nenhum em estarem na aula e a portarem-se bem.
Eu quero alunos que não estejam constantemente a receber e a enviar mensagens por telemóvel e a recusarem-se a entregar-mo quando lhes peço para terminar esse contacto com o exterior pois esses alunos "não estão na sala", estão com a cabeça em outros mundos.
Eu sou um trabalhador como outro qualquer e como tal exijo condições de trabalho! Ora, como é que eu posso construir uma frase coerente, como é que eu posso escolher as palavras certas para ser claro e convincente se vejo um aluno a balouçar-se na cadeira, outro virado para trás a rir-se, outro a mexer no telemóvel e outro com a cabeça pousada na mesa a querer dormir?
Quando as aulas são apoiadas por fichas de trabalho, gostaria que os alunos, ao saírem da sala, não as amarrotassem e as deitassem no cesto do lixo mesmo à minha frente ou não as deixassem "esquecidas" em cima da mesa.
Nos últimos cinco minutos de uma aula disse aos alunos que se aproximassem da secretária pois iria fazer uma experiência ilustrando o que tinha sido explicado e eles puseram os bonés na cabeça, as mochilas às costas e encaminharam-se todos em grande conversa para a porta da sala à espera que tocasse. Disse-lhes: "Meus meninos, a aula ainda não acabou! Cheguem-se aqui para verem a experiência!", mas nenhum deles se moveu um milímetro!!!
Como é possível, com alunos destes, criar a empatia necessária para uma aula bem-sucedida?
É por estas e por outras que eu NÃO ADMITO A NINGUÉM, RIGOROSAMENTE A NINGUÉM, que ouse pensar, insinuar ou dizer que se os meus alunos não aprendem a culpa é minha!!!
5. No ano passado tive uma turma do 10.º ano de um curso profissional em que um aluno, para resolver um problema no quadro, tinha de multiplicar 0,5 por 2 e este virou-se para os colegas a perguntar quem tinha uma máquina de calcular!!! No mesmo dia e na mesma turma outro aluno também pediu uma máquina de calcular para dividir 25,6 por 1.
Estes alunos podem não saber efectuar estas operações sem máquina e talvez tenham esse direito. O que não se pode é dizer que são alunos de uma turma do 10.º ano!!!
Com este tipo de qualificação dada aos alunos não me admira que, daqui a dois ou três anos, estejamos à frente de todos os países europeus e do resto do mundo. Talvez estejamos, só que os alunos continuarão a ser brutos, burros, ignorantes e desqualificados mas com um diploma!!!
6. São estes os alunos que, ao regressarem à escola, tanto orgulho dão ao Governo. Só que ninguém diz que os Cursos de Educação e Formação são enormes ecopontos (não sejamos hipócritas nem tenhamos medo das palavras) onde desaguam os alunos das mais diversas proveniências e com histórias de vida escolar e familiar de arrepiar desde várias repetências e inúmeras faltas disciplinares, até famílias irresponsáveis.
Para os que têm traumas, doenças, carências, limitações e dificuldades várias há médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos, em quantidade suficiente, para os ajudar e complementar o trabalho dos professores?
Há alunos que têm o sublime descaramento de dizer que não andam na escola para estudar mas para "tirar o 9.º ano".
Outros há que, simplesmente, não sabem o que andam a fazer na escola...
E, por último, existem os que se passeiam na escola só para boicotar as aulas e para infernizar a vida aos professores. Quem é que consegue ensinar seja o que for a alunos destes? E porque é que eu tenho de os aturar numa sala de aula durante períodos de 90 e de 45 minutos por semana durante um ano lectivo? A troco de quê? Da gratidão da sociedade e do reconhecimento e do apreço do Ministério não é, de certeza absoluta!
7. Eu desafio seja quem for do Ministério da Educação (ou de outra área da sociedade) a enfrentar (o verbo é mesmo esse, "enfrentar", já que de uma luta se trata...), durante uma semana apenas, uma turma destas sozinho, sem jornalistas nem guarda-costas, e cumprir um horário de professor tentando ensinar um assunto qualquer de uma unidade didáctica do programa escolar.
Eu quero saber se ao fim dessa semana esse ilustre voluntário ainda estará com vontade de continuar. E não me digam que isto é demagogia porque demagogia é falar das coisas sem as conhecer e a realidade escolar está numa sala de aula com alunos de carne, osso e odores e não num gabinete onde esses alunos são números num mapa de estatística e eu sei perfeitamente que o que o Governo quer são números para esse mapa, quer os alunos saibam estar sentados numa cadeira ou não (saber ler e explicar o que leram seria pedir demasiado pois esse conhecimento justificaria equivalência, não ao 9.º ano, mas a um bacharelato...).
É preciso que o Ministério diga aos alunos que a aprendizagem exige esforço, que aprender custa, que aprender "dói"! É preciso dizer aos alunos que não basta andar na escola de telemóvel na mão para memorizar conhecimentos, aprender técnicas e adoptar posturas e comportamentos socialmente correctos.
Se V.Ex.ª achar que eu sou pessimista e que estou a perder a sensibilidade por estar em contacto diário com este tipo de jovens, pergunte a opinião de outros professores, indague junto das escolas, mande alguém saber. Mas tenha cuidado porque estes cursos são uma mentira...
Permita-me discordar de V. Ex.ª mas dizer que os professores têm de ser dignificados é pouco, muito pouco mesmo...
Atenciosamente
Domingos Freire Cardoso
Professor de Ciências Físico-Químicas

domingo, 11 de novembro de 2007

O VALOR DOS PEQUENOS GESTOS

Texto publicado na íntegra, a pedido da nossa aluna Jacinta, e que lhe foi dado a conhecer por alguém que lhe está próximo e sobre o qual devemos reflectir seriamente.

«Havia uma vez uma ilha, na qual viviam todos os sentimentos e valores do homem:
o Bom Humor, a Tristeza, o Saber... e todos os outros, incluindo o Amor.

Um dia avisaram os sentimentos que a ilha estava prestes a afundar-se.
Todos se prepararam para abandonar ailha. Só o Amor ficou até ao último momento.

Quando a ilha estava a ponto de desaparecer no mar, o Amor decidiu pedir ajuda.

A Riqueza passou perto num barco luxuosíssimo e o Amor disse-lhe:
"Riqueza, podes levar-me contigo?"
"Não posso - respondeu a riqueza - porque tenho muito ouro e prata no meu barco e não há lugar para ti."

O Amor decidiu pedir ao Orgulho que ia então a passar num barco não menos luxuoso:
"Orgulho, podes levar-me-me contigo?"
"Não, Amor, não posso levar-te comigo. Aqui é tudo perfeito e poderias arruinar-me o barco".

Aproximava-se a Tristeza e o Amor decidiu pedir-lhe ajuda:
"Tristeza, deixa-me ir contigo."
"Oh, Amor, estou tão triste que preciso muito estar só".

Imediatamente se aproximou o Bom Humor passou mas dava gargalhadas tão estridentes que nem ouviu que alguém o estava a chamar.

Quando o Amor já estava conformado à ideia de se afundar com a ilha, uma voz disse:
"Vem Amor, levo-te comigo..."
Era um velho o que estava a chamá-lo.
O Amor ficou tão contente e com tanta alegria que se esqueceu de perguntar o nome ao velho.
Ao chegarem a terra firme, o velho desapareceu.

Então o Amor deu-se conta do quanto devia ao velho e perguntou ao Saber:
"Saber, podes dizer-me quem me ajudou?"
"Foi o Tempo", respondeu o Saber."
"O Tempo?", questionou o Amor - porque será que o Tempo me ajudou?".
Revelando toda a sua sabedoria o Saber disse:

"Porque só o Tempo é capaz de compreender quão importante é o Amor na vida de qualquer um".»

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

«Cantinho de poesia»

Neste «cantinho de poesia», damos a conhecer um pouquinho daquilo que a nossa Ana Rita tem para oferecer. É apenas uma amostra do muito que a Ana tem vindo a escrever no seu Diário da Paixão e cujo destinatário, que não revelado, saberá seguramente que a "musa inspiradora" é ele.
Love is in the air...

Dava-te rosas
Mas não tenho jardim
Assim dou-te versinhos
Para te lembrares de mim.

Com pena peguei na pena
Com pena pus-me a escrever
Caiu-me a pena da mão
Com pena de não te poder ver.

Esta noite sonhei contigo
Foi uma coisa engraçada
Que tinha a tua fotografia
E que era a tua namorada.

Dizem que o beijo é veneno
Tão forte que pode matar
Prefiro morrer envenenada
Do que nunca te beijar.

Dei-te um beijo na cara, coraste
Dei-te um beijo nos lábios, sorriste
Todos os outros que te dei
Foste tu que mos pediste.

Os dois sentados na areia
Unidos num amor profundo
Agora podia dizer que era
A rapariga mais feliz do mundo.

Esta noite sonhei contigo
Que estava a tua beira
Acordei, vi-me sozinha
Chorei a noite inteira.

Se um dia escorrer
Uma lágrima no teu rosto
Sem fim
Toma cuidado...
O amor começa assim.


Vai ler esta carta
Debaixo da laranjeira
Se eu não casar contigo
Prefiro ficar solteira.

Saudade é uma folha
Que o vento deitou na lama
É um pedaço de vida
Que se dá a quem se ama.

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O meu amor coitado
O meu amor raios o parta
Ainda não ganhou dinheiro
Para me escrever uma carta.

Ana Rita,nº2

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Boas-vindas



Sejam bem-vindos ao nosso blog.

Este pretende ser um espaço de divulgação de actividades realizadas no âmbito do curso de P.I.E.F. / C.E.F. de Práticas Técnico-Comerciais da Escola ES/3 D. Egas Moniz, em Resende. No entanto, sempre que seja oportuno e interessante, divulgaremos actividades realizadas ou a realizar na escola ou na região, manifestaremos a nossa opinião, faremos as nossas críticas e apresentaremos sugestões e propostas.
Queremos que este espaço se torne um local de divulgação do que de bom se vai fazendo por aqui, mas não deixaremos de fazer referência ao que de mau (na nossa opinião) possa, eventualmente, surgir.

Pedimos a colaboração de todos no sentido de tornar este blog um sítio de consulta diária obrigatória.

Colaborem.
Nós agradecemos